O jogo de 7 erros do Brasil na Copa

 

 

O jogo de 7 erros do Brasil na Copa do Mundo de 2014

1. Falta de Planejamento
Ter escolhido a Granja Comary como centro de treinamento nesta Copa foi um erro muito grave, sua estrutura impossibilita a restrição de acesso da imprensa porque está dentro de um condomínio residencial e serve de base para diversos veículos de imprensa em tempo integral. Os torcedores tiravam a concentração dos jogadores nos treinos, com algazarras, gritarias, invasões e selfies. Vários jogadores reclamaram, mas ninguém tomou providência. Por último, Felipão usou o pretexto de que utilizou alguns dos treinos abertos para tentar confundir os adversários.

2. Comissão técnica ultrapassada
Com uma proposta tática ultrapassada e um treinador pragmático, que disse em uma recente entrevista que: “O futebol não muda muito”. Sua mexidas eram sempre de jogadores e nunca da forma do time jogar. Tratou a seleção como objeto particular e deixava claro que se perdesse a Copa seria problema dele, assim de forma simples e sem consequências, talvez porque tenha ganhado muito dinheiro com o futebol e o sonho de uma nação ficasse em segundo plano ou isso não importasse para ele. Já Parreira, há muito tempo não obtém bons resultados no futebol.

3. Geração pobre
O nível técnico dos titulares é abaixo da média.
Começando pelo goleiro que é apenas regular, mesmo que por pouco tempo a mídia o tenha transformado em herói. Numa Copa onde muitos goleiros brilharam em suas seleções, o nosso herói estava abaixo da média da Copa.
Perdemos Diego Costa para a Espanha, simplesmente por abandono. Fred, nosso centroavante, prejudicado pelo esquema de Felipão e em péssima fase não poderia vestir a camisa 9.
Felipão preteriu Lucas, queimou o garoto o colocando na reserva de Neymar e bancou Hulk na Copa. Hulk se mostrou um jogador esforçado, mas tecnicamente pobre e fraco nas finalizações.
Com as exceções de Neymar, David Luiz, Thiago Silva e Oscar os outros jogadores são apenas medianos, bons de clubes.

4. A “Neymardependência”
Neymar foi caçado em campo numa Copa de fraca arbitragem, depois da entrada dura de Charles Aránguiz no jogo contra o Chile nas oitavas de final, Neymar não foi mais o mesmo. Sentindo dores na coxa esquerda e no joelho direito, jogou sem estar bem fisicamente contra a Colômbia e foi injustamente criticado por parte da torcida brasileira, insensível até mesma a sua lesão na vértebra.
Sem ele o ataque era quase inexistente, visto que passamos Chile e Colômbia com gols de zagueiros.

5. Falta de experiência e liderança do grupo
O grupo sentiu falta de jogadores mais vencedores e com mais bagagem internacional. Jogadores que mesmo em final de carreira poderiam em algum lance decidir o jogo, cadenciar o jogo, pressionar a arbitragem, intimidar o adversário, ou simplesmente passar a experiência que faltou para os mais novos. Jogadores consagrados no futebol mundial como Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho fariam muito bem a esse grupo.

6. Emoção à flor da pele
Mesmo com a ajuda de psicólogos, está seleção não se mostrou equilibrada. A seleção estava emotiva demais nessa Copa, jogadores choravam antes e depois das partidas, deu a entender que cantar o hino à capela poderia dar vantagem no jogo. Júlio César mostrava claramente que ainda convivia com os fantasmas da Copa 2010. David Luiz, na semifinal estava irreconhecível em campo, pilhado demais, emotivo demais, apesar de ter atuado bem em todos os jogos, contra a Alemanha, ele sentiu o peso da faixa de capitão e por vezes pareceu que queria substituir ao mesmo tempo a falta de Neymar e Thiago Silva.

7. Favoritismo
Enquanto as outras seleções pregavam humildade, coletividade e ajuda da tecnologia para estudar o adversário, o Brasil estava mais preocupado com filosofias ultrapassadas, palavras de autoestima e com a arrogância do favoritismo.
Achava-se, que só por vestir a gloriosa camisa amarela e jogar em casa com a torcida a favor, poderia-se trazer o hexa.
A seleção não conseguiu se libertar dos políticos e de patrocinadores que cobravam o título a qualquer custo, isso pesou nas costas dos jogadores, inexperientes, fracos tecnicamente e mal escalados em campo.

 

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