Os times europeus levam o Mundial de Clubes a sério?

 

 

Os times europeus levam o Mundial de Clubes a sério? É claro que levam, a verdade é que eles não são imbátiveis e têm essa desculpa guardada em caso de fiasco.
Essa conversa de que time europeu não liga pra Mundial de Clubes é papo furado. Lembro-me muito bem da cara do Gerard em 2005, após a derrota do Liverpool para o São Paulo. Isso não passa de arrogância, como se a Europa não precisasse provar nada dentro de campo.

Vamos ver a história de cada título conquistado pelos times brasileiros contra os europeus:

Santos 1962
O Benfica de Eusébio, maior craque português, era bicampeão da Liga dos Campeões da UEFA, vinha com uma goleada de 5×3 no pentacampeão europeu Real Madrid e tinha grandes expectativas de título. O Santos de Gilmar, Mauro, Zito, Mengálvio, Pelé, Coutinho e Pepe, era o atual campeão da Libertadores da América. Ambos aspiravam pelo título de campeão e pela fama de melhor time do mundo.
O peixe venceu as duas partidas, a primeira por 3×2 no Maracanã e a segunda por 5×2 no Estádio da Luz em Lisboa. Esta Foi a primeira frustação europeia contra os times brasileiros.

 

 

Santos 1963
O Santos tinha 7 jogadores da seleção brasileira bicampeã em 1962 no Chile: Gilmar, Mauro, Zito, Mengálvio, Pelé, Coutinho e Pepe. O Milan tinha o brasileiro Amarildo também bicampeão em 1962 no Chile, além do campeão de 1958, Mazzola, sem falar nos jogadores de renome como Cesare Maldini e Gianni Rivera.
Na primeira partida no San Siro, vitória dos italianos por 4×2, no jogo de volta no Maracanã o peixe devolveu o placar (4×2). Com uma vitória para cada lado, houve a necessidade de se realizar uma terceira partida para desempate, e no dia 16 de novembro de 1963 às 20h30 (Horário de Brasília) o peixe venceu por 1×0 no Maracanã e se sagrou bicampeão Mundial de Clubes.

 

 

Flamengo 1981
O Liverpool tinha um ar de desprezo, vinha credenciado por vitórias contra Bayern de Munique e Real Madrid. O time carioca era formado por Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Junior, Andrade, Adílio, Zico, Nunes, Tita e Lico, e o técnico era Paulo César Carpeggiani.
Em partida única realizada no Estádio Olímpico de Tóquio, no 13 de Dezembro de 1981, diante de um público de 62.000 expectadores, o Flamengo só precisou do primeiro tempo para golear o esnobe time inglês por 3×0. Esta foi a primeira frustação do Liverpool contra os times brasileiros.

 

 

Grêmio 1983

O Hamburgo vinha de 36 partidas invíctas, um recorde na Europa. Quase todos seus jogadores (com exceção de Wehemeyer e Schröeder) tinham passagem pela seleção alemã, além de Hansen, da seleção dinamarquesa. O destaque da equipe alemã era o maestro Felix Magath, que havia sido o autor do gol da final da Copa dos Campeões da Europa 1982/1983, contra a Juventus de Turim, base da seleção da Itália tricampeã mundial de 1982.
O Grêmio de Renato Gaúcho, De León, Paulo Roberto, Paulo Cézar Caju e Mário Sérgio era o atual campeão da Copa Libertadores da América.
O Grêmio, com dois gols de Renato, fez o time alemão voltar para Europa com o rabo entre as pernas.

 

 

São Paulo 1992
O Barcelona treinado pelo ex-craque holandês Johan Cruyff, tinha em seu elenco titular o goleiro Zubizarreta, os holandeses Koeman e Witschge, o dinamarquês M. Laudrup, o búlgaro Stoichkov e também Pep Guardiola, que hoje é técnico de futebol. O São Paulo treinado pelo mestre Telê Santana tinha Zetti, Ronaldão, Cerezzo, Raí, Palhinha, Müller e Cafu.
Com dois gols de Raí, um de barriga e outro de falta, o milionário “barça”, sucumbiu pela primeira vez diante de um time brasileiro.

São Paulo 1993
O Milan comandado pelo técnico Fabio Capello, tinha no elenco: Baresi, Costacurta, Maldini, Panucci, Desailly, Donadoni, Massaro, Papin e Răducioiu. O multicampeão São Paulo não tinha mais o craque Raí vendido para o PSG da França, mas ainda tinha Zetti, Ronaldão, Cerezzo, Palhinha, Müller, Cafu e contava com o reforço de Leonardo.
O time italiano dono de uma das melhores defesas da época, não foi páreo para o ataque são-paulino, e naquele 12 de dezembro de 1993 perdeu de 3×2 para os brasileiros.

São Paulo 2005

O então imbátivel Liverpool que estava há onze jogos sem tomar gol, tinha em seu elenco: Reina, Carragher, Xabi Alonso, Luís Garcia, Gerrard, Sissoko e Morientes. O São Paulo de Paulo Autuori tinha o mito Rogério Ceni, Fabão, Cicinho, Lugano, Mineiro, Danilo, Aloísio e Amoroso.
O tricolor marcou um gol com o volante Mineiro ainda no primeiro tempo, e teve em seu goleiro Rogério Ceni uma das maiores exibições de um goleiro na história do futebol. Final de jogo 1×0 para os brasileiros e pela segunda vez o Liverpool sucumbiu perante um time brasileiro.

 

 

Internacional 2006

O Barcelona, com um elenco milionário, era considerado favoritíssimo e tinha: Zambrotta, Puyol, Márquez, Xavi, Iniesta, Deco, Ronaldinho Gaúcho e Gudjohnsen. O corajoso Internacional tinha: Clemer, Fabiano Eller, Índio, Edinho, Fernandão, Iarley, Alexandre Pato e Adriano Gabiru.
Com grandes e improtantes defesas de Clemer e com um gol de Gabiru aos 37 do 2º tempo, após bela jogada de Iarley, o grande Barcelona de Ronaldinho Gaúcho perdeu por 1×0 e teve que se contentar com o vice-campeonato.

 

 

Corinthians 2012

O Chelsea vinha credenciado pelo título da Liga dos Campeões, após ter eliminado o poderoso Barcelona na semifinal e o Bayern de Munique na final. O time inglês tinha: Cech, David Luiz, Ashley Cole, Lampard, Ramires, Mata, Oscar, Hazard e Fernando Torres. O Corinthians bem treinado por Tite tinha: Cássio, Alessandro, Chicão, Ralf, Paulinho, Danilo, Emerson e Guerrero.
O timão jogou de igual para igual contra os ingleses, superou o adversário na vontande e com um gol do peruano Paolo Guerrero derrubou mais um gigante europeu na “Terra do Sol Nascente”.

 

 

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